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Perspectivas da Terapia Nutricional no pós operatório de Cirurgia Cardíaca

Autores:
Daniel Magnoni
Celso Cukier

O desenvolvimento de nutrientes órgão - específicos, atuando na regeneração da mucosa intestinal , incrementando a resposta imunologica como a produção de anticorpos e a atividade fagocitica , proporcionam uma antevisão da dieta hiposmótica e direcionada.
Ações farmaco induzidas pela ação e uso do hormônio de crescimento
Ácidos graxos, triglicerides de cadeia média e bloqueadores da resposta catabólica .poderão contribuir na falência de múltiplos órgãos e inibir situações contemplativas de estágios terminais. Nesse aspecto, a suplementação de vitaminas e antioxidantes pode possuir ação sinérgica à terapia nutricional instituída.(1,2,3)
Investigações têm procurado atuar sobre o sistema metabólico da caquexia, que pode ter influências das citocinas. Anker et al (1997) estudaram 16 pacientes portadores de insuficiência cardíaca com perda de peso de 8 a 35% nos últimos seis meses. Comparados ao grupo controle, os pacientes com caquexia cardíaca apresentaram menor nível sérico de sódio plasmático e aumento da norepinefrina e epinefrina, cortisol, fator de necrose tumoral (TNF) alfa e hormônio do crescimento humano. A modificação hormonal foi diretamente proporcional ao nível de caquexia e ao desbalanço metabólico apresentados pelos pacientes. (4)
Pacientes portadores de deficiência de hormônio do crescimento (GH) possuem massa ventricular reduzida, baixa fração de ejeção e os índices de função ventricular sistólica deprimidos durante exercício. A administração exógena do GH poderá promover aumento da massa miocárdica e reduzir o tamanho da câmara ventricular esquerda resultando em melhora do estado hemodinâmico e clínico. (4,5,6,7)
A terapia com GH é possivelmente promissora no auxílio ao tratamento da insuficiência cardíaca congestiva, miocardiopatia dilatada e do deficiente estado nutricional da caquexia cardíaca .(5,6)
Por fim a conscientização da necessidade de formação e reciclagem dos profissionais atuantes na área de cuidados especiais , notadamente a nutroterapia , contribuirá à rápida implementação do método e proporcionará maior experiência dos grupos.

Referências

1-Council on Scientific Affairs - Vitamin preparation as dietary suplements and as therapeutic agents. JAMA.1987; 257:14
2-Dempsey, D.& Hodges, R. E. - Parenteral vitamin therapy in hospital patients. In Rombeau, J.L. & Caldwell - Parenteral Nutrition., ed. W.B. Saunders Company,pp 154, 1986
3-Levenson, S.M. - Micronutrients (vitamins, trace minerals). Sixteenth Clinical Congress (ASPEN) 1992; 19:189-198
4-Lombardi G; Colao A; Marzullo P; Ferone D; Longobardi S; Esposito V; Merola B Is growth hormone bad for your heart? Cardiovascular impact of GH deficiency and of acromegaly. J Endocrinol 1997; 155:S33-7
5-Fazio S; Sabatini D; Capaldo B; Vigorito C; Giordano A; Guida R; Pardo F; Biondi B; Saccà L - A preliminary study of growth hormone in the treatment of dilated cardiomyopathy N Engl J Med 1999; 334:809-14
6-Melki, A.L.; Bulus, N.M.; Abumrad, N.N. - Trace elements in nutrition. Nutr. Clin. Pract. 1087; 2:230-40,
7-Recommended dietary allowances (RDA) - 10th edition. Subcommittee on the tenth edition of the RDAs Food and Nutrition board Commission on Life Sciences. National Research Council. National Academy Press Washington, D.C., 1989.

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